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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Organizadores explicam o cancelamento de ingressos: "Não é seguro"


Provas de esqui e snowboard na encosta da Cypress Mountain terão torcida reduzida

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver cancelaram na terça-feira (16) milhares de ingressos por motivos de segurança, negando aos fãs o acesso ao setor de pé para assistir aos eventos de snowboard e esqui livre na montanha Cypress.

O dirigente Caley Denton explicou que não é possível garantir a segurança do público.

- É muito instável e muito inseguro ter gente caminhando por aí. A plataforma principal não foi afetada, foi afetado somente o setor de pé. Os proprietários dos ingressos receberão um reembolso automático por parte do VANOC (Comitê Organizador dos Jogos).

A chuva no fim de semana derreteu a neve na encosta e não foi possível reconstruir o piso dos locais destinados à aglomeração de espectadores. Os ingressos para o setor geral foram cancelados para a prova de snowboard no halfpipe nos dias 17 e 18 de fevereiro, para o esqui nos dias 21 a 23 de fevereiro e para o slalon gigante paralelo de snowboard nos dias 26 e 27.

Denton indicou que quase 28 mil fãs devem perder a possibilidade de assistir às competições na montanha Cypress. Há dois dias, os organizadores cancelaram a entrada geral para os eventos de snowboard, também por motivos de segurança.

- Nossa principal equipe de gestão de sedes passou um tempo significativo na zona tentando encontrar uma maneira de acomodar os espectadores nas áreas de pé para as competições.

Esgotamos todos os caminhos, mas foi impossível fazer com que a área fosse segura para os espectadores.As equipes da organização tem se esforçado desde meados de janeiro para substituir a neve constantemente derretida pela água mais morna, mas com os Jogos em curso já não podem transferir neve de outras montanhas.

Francês nascido no Ceará surpreende na patinação artística


Florent Amodio vai disputar programa livre nos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver

O patinador artístico Florent Amodio,19, compete nos Jogos Olímpicos de Vancouver (Canadá) pela França, país onde vive desde os dois anos, mas ele nasceu no Brasil: é cearense da cidade de Sobral. Foi para a Europa depois de ser adotado e não fala português.

Amodio participou nesta terça-feira (16) do programa curto (apresentação de 2min40s) da prova. Foi o quarto a se apresentar e recebeu a nota 75,35, um resultado surpreendente para a sua expectativa antes do inicio do evento. Ele liderou a competição até o desempenho do russo Evgeni Plushenko, campeão olímpico da prova em Turim-2006, que obteve 90,85 pontos.

Ao fim de todas as apresentações, Amodio passou para o programa livre - que define medalhas- com a 11ª posição. Avançaram para a fase seguinte 24 dos 30 atletas inscritos.

Além de Plushenko, que empolgou a plateia com bonitos rodopios, outro destaque da competição no Pacific Coliseum foi o cazaque Denis Ten, de apenas 16 anos. Ele recebeu nota 76,24 dos jurados e foi o décimo melhor. O programa livre acontece na quinta-feira (18) em Vancouver.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Jaqueline melhora marca pessoal e mantém 67º lugar de Turim-2006

A campeã foi a sueca Charlotte Kalla, que desbancou favoritas da Noruega e da Polônia

Na prova da brasileira Jaqueline Mourão, de 10 km do esqui cross-country, a sueca Charlotte Kalla terminou a prova em 24min58s4, para ficar com a medalha de ouro, à frente de pelo menos duas candidatas fortíssimas, que ficaram com prata e bronze: a estoniana Kristina Smigun-Vaehi, que terminou com 25min05s0, e da norueguesa Marit Bjoergen, que fez 25min14s3.

Jaqueline terminou em 67º lugar, mesma colocação de Turim-2006, mas a atleta se disse satisfeita por ter melhorado seu tempo em torno de cinco minutos. Nesta segunda-feira (15), na disputa em Whistler, subsede da Olimpíada de Vancouver, fez Fez 30min22s2, mas ainda assim ficou 5min23s8 além do tempo da sueca. Na Olimpíada passada, foram 72 inscritas e agora a prova teve 78 atletas.

A brasileira, casada com um canadense, que também é seu técnico, destacou que ouviu a torcida gritando por ela e a curiosidade geral em torno do Brasil e do Rio de Janeiro, sede da Olimpíada de Verão-2016.

A polonesa Justyna Kowalcyzk, considerada a “rainha” da modalidade, não pegou medalha: chegou com 25min20s1, atrás da sueca Anna Haag, que liderou a prova por algum tempo, mas terminou como quarta colocada com 25min19s3.

Na parcial dos 7,3 km, a melhor de todas já havia sido a sueca Charlotte Kalla, com 18min39s9 (nos 9,3 km, teve a parcial de 23min27s0). Nessa parcial dos 7,3 km, a brasileira Jaqueline Mourão passou com 23min038 (mais 4min23s9 que a campeã).

A sueca Charlotte, quando cruzou a linha de chegada com tempo abaixo dos 25min, tirou do “sofazinho” a líder até então – a estoniana Kristina Smigun-Vaehi, que tinha esquentado o lugar por um bom tempo. E ficou por lá, até ser confirmada como medalha de ouro.

Na estreia em Olimpíada, Leandro Ribela é 90º nos 15 km do esqui cross-country

Ouro foi do suíço Dario Cologna, único a completar o percurso de Whistler em menos de 35 minutos

O brasileiro Leandro Ribela estreou em Olimpíadas de Inverno na prova de 15 km do esqui cross-country de Whistler, subsede dos Jogos de Vancouver, terminando como 90° colocado dos 96 inscritos, caindo uma posição em relação à largada.

O suíço Dario Cologna foi o único dos competidores a fechar o percurso em menos de 34 minutos, para ficar com a medalha de ouro: fez 33min36s3. A prata foi do italiano Pietro Piller Cottrer, com 34min00s9, e o bronze, do tcheco Lukas Bauer, com 34min12s0.

Cologna, a poucos dias de completar 24 anos (faz em 11 de março), já começou a comemorar depois da passagem de Bauer pela linha de chegada, já que o líder do ranking mundial, o norueguês Petter Northug, de 33 anos, não foi nada bem – classificou-se apenas em 41º lugar, a mais de dois minutos do campeão (com 35min39s5).

Outro da lista de favoritos, o sueco Marcus Hellner, foi o quarto colocado, com 34min13s5.

O brasileiro Ribela, 1,84 m, 80 kg, tinha comentado sobre a maior dificuldade para os atletas mais pesados, se a neve estivesse “molhada” – o que de fato ocorreu, com as chuvas. Chegou com quase dez minutos a mais que o campeão.

Para ele, que sonhava em participar de uma Olimpíada, foram quatro anos de treinos com o objetivo de “dar o melhor” e conseguir a melhor performance entre brasileiros que já participaram dos Jogos (Alexander Penna competiu em em Salt Lake City-2002 e Hélio Freitas, em Turim-2006). Dos outros três brasileiros na Olimpíada de Vancouver, a snowboarder Isabel Clark entra na pista do snowboard cross nesta terça-feira (16), em Cypress Mountain.

Jhonatan Longhi e Maya Harrisson estarão no esqui alpino respectivamente nos dias 21 e 27 (slalom gigante e slalom) e 24 e 26 (slalom gigante e slalom).

Brasil estreia nos Jogos de Inverno nesta segunda-feira


Jaqueline Mourão e Leandro Ribela competirão no esqui cross-country

O Brasil terá dois atletas competindo nesta segunda-feira (15), pela Olimpíada de Inverno.

Na subsede Whistler, a cerca de 150 km de Vancouver, a prova feminina de 10 km do esqui cross-country larga às 16h (horário de Brasília) e nela estará Jaqueline Mourão. Na prova de 15 km do mesmo esporte, às 18h30 (horário de Brasília), o brasileiro é Leandro Ribela.

Jaqueline já participou de duas Olimpíadas de Verão no mountain-bike (Atenas-2004 e Pequim-2008) e, na Olimpíada de Inverno de Turim-2006, competiu no esqui cross-country. Para Vancouver, com mais experiência pelas etapas disputadas nas Copas do Mundo do esporte, se considera mais preparada mentalmente.

Leandro, estreante em Olimpíadas, está confiante dentro do que tem por meta para ele mesmo: fazer o melhor tempo de um brasileiro na prova (que teve Alexander Penna em Salt Lake City-2002 e por Hélio Freitas, em Turim-2006).

Dos outros três brasileiros na Olimpíada de Vancouver, a snowboarder Isabel Clark compete na modalidade snowboard cross na terça-feira (16), em Cypress Mountain. Jhonatan Longhi e Maya Harrisson estarão no esqui alpino respectivamente nos dias 21 e 27 (slalom gigante e slalom) e 24 e 26 (slalom gigante e slalom).Além da competição feminina individual (10 km) e masculina individual (15 km) do esqui cross-country, que terá os brasileiros, é esperado que a pista na montanha de Whistler esteja liberada nesta segunda-feira (15).

Porque a prova masculina de downhill (aquela “ladeira abaixo”) do esqui alpino, com início marcado para as 16h de Brasília, já vem adiada desde sábado (13) por causa das chuvas e do nevoeiro. A previsão do tempo era que os problemas com nevascas acabassem até domingo (14).

Esta segunda-feira (15) também terá as classificações e a final da competição masculina do snowboard cross (modalidade do snowboard, que ainda tem o halfpipe e o slalom gigante paralelo). O cross é em descida com curvas e “morrinhos”, para saltos acrobáticos. As classificações começam às 15h30 de Brasília, com final a partir das 21h53 de Brasília. O luge feminino tem classificações às 23h e já perto da 1h00 (00h50 de terça-feira, 16).

Nos ginásios fechados, continua a patinação artística, um dos eventos mais populares nas Olimpíadas de Inverno. Às 23h de Brasília tem início da competição das duplas (casais).

No Grupo A feminino do hóquei no gelo, jogam Suíça e Canadá (a favorita ao ouro) às 20h30 de Brasília. Já à 1h00 (de terça-feira, 16), a Suécia enfrrenta a Eslováquia.

A patinação de velocidade tem classificações masculinas para a prova dos 500 m começando às 21h30 e 23h28 de Brasília.

Canadá conquista ouro esperado há 34 anos, e "pista da morte" dá alegria à Alemanha


Alexandre Bilodeau lava a alma de canadenses e evita impaciência local com falta de título

O domingo (14) dos Jogos Olímpicos de Inverno foi marcado pelas duas medalhas mais esperadas do evento até o momento.

Primeiro, o alemão Felix Loch conquistou o ouro na pista de luge que matou o georgiano Nodar Kumaritashvili na sexta-feira (12). Depois, Alexandre Bilodeau foi o primeiro canadense da história a se tornar campeão olímpico em competição disputada em casa.

O Canadá não escondeu de ninguém que seu maior objetivo nestes Jogos era conquistar o seu primeiro ouro diante da sua torcida, depois de passar em branco na Olimpíada de Verão de 1976, em Montreal, e nos Jogos de Inverno de Calgary, em 1988.

No sábado (13), no esqui estilo livre, categoria mogul, Jennifer Heil ficou muito perto do ouro, mas a norte-americana Hannah Kearney fez uma última apresentação fenomenal e adiou a comemoração local. Entretanto, neste domingo, Bilodeau se vingou e conquistou o ouro exatamente na mesma prova perdida pela sua compatriota no dia anterior.

No luge, o alemão Felix Loch confirmou o seu favoritismo após as duas primeiras baterias e, com sobras, faturou o ouro na descida individual, em evento que foi manchado pela morte de Kumaritashvili durante os treinos. A prova também marcou a primeira dobradinha dos Jogos, com o também alemão David Moeller na segunda colocação.

A lenda italiana Armin Soeggeler conquistou sua quinta medalha olímpica consecutiva, mas o antigo bicampeão ficou apenas com o bronze desta vez.

O dia também teve o bom desempenho da França nas provas individuais. A zebra Vincent Jay venceu o biatlo 10 km, enquanto Jason Lamy Chappuis foi o melhor no combinado nórdico. Tais vitórias deram aos franceses a liderança provisória do quadro de medalhas.

Na patinação artística, a dupla chinesa saiu na frente no programa curto, mas suas compatriotas foram goleadas pelos Estados Unidos no hóquei feminino, que ainda teve a vitória da Finlândia sobre a Rússia.

Por fim, a República Tcheca conquistou um ouro na patinação de velocidade 3.000 m, com Martina Sablikova.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

R7:Segundo dia dos Jogos de Inverno já tem recorde olímpico e tricampeão do frio


Holandês Sven Kramer voa na patinação de velocidade, enquanto suíço vence o salto de esquiO início do segundo dia dos Jogos Olímpicos de Vancouver reservou momentos especiais na neve e no gelo, como um tricampeonato no salto de esqui, um recorde olímpico na patinação de velocidade e o primeiro ouro de um país na história do evento.

A medalha dourada inicial da Olimpíada saiu no salto de esqui individual, plataforma de 90 m. O suíço Simon Ammann foi mais longe que os demais competidores e, com sobras, conquistou o seu terceiro ouro na história dos Jogos.


Em Salt Lake City-2002, ele foi campeão das duas distâncias de salto individual, nas plataformas de 90 m e 120 m. A prata foi para a Polônia e o bronze ficou com a Áustria.

Em seguida, o feito de Ammann deu espaço para um show do holandês Sven Kramer na patinação de velocidade 5.000 m. Ele, que tinha conquistado uma prata e um bronze em Turim-2006, ganhou sua primeira medalha de ouro nos Jogos e estabeleceu novo recorde olímpico da distância, com 6min14s60.

Assim como Ammann, ele também foi ouro com certa sobra. O sul-coreano Seung-Hoon Lee, medalhista de prata, fez apenas 6min16s95. Uma diferença de mais de 2s é considerada grande para essa distância.

Com mais equilíbrio, o terceiro ouro do dia saiu para a eslovaca Anastazia Kuzmina, que venceu o biatlo 7,5 km velocidade e conquistou o primeiro ouro da história do país na Olimpíada de Inverno.

Neste sábado (13), haverá mais duas disputas por medalha, na patinação de velocidade pista curta masculina e no esqui estilo livre feminino. Também começam as disputas do luge, manchadas pela morte do georgiano Nodar Kumaritashvili, que se acidentou treinando nesta sexta-feira (12).



Confira o vídeo do ouro de Simon Ammann: